Joinville realiza vacinação neste fim de semana para atualizar calendário vacinal da população |
Histórias de pessoas peregrinando por farmácias, laboratórios ou unidades de saúde em busca - nem sempre bem-sucedida - por testes de covid-19 viraram comuns, em um momento que combina o avanço da variante ômicron com uma escassez de exames.
Por trás disso estão, segundo especialistas, tanto uma oferta global insuficiente de testes e insumos para atender o aumento da demanda, quanto problemas e limitações na estratégia de testagem do Brasil (veja mais abaixo), que bateu o recorde de 204 mil novos casos oficialmente conhecidos de covid-19 nesta quarta-feira (19/1).
Nas farmácias, foram feitos 482,1 mil testes entre 3 e 9 de janeiro - um recorde e um aumento de 70% em relação à semana anterior, informou em nota a Abrafarma, associação que reúne as 26 maiores redes farmacêuticas do país.
Tanto essa entidade quanto a associação de laboratórios alertaram que, no atual cenário, será necessário hierarquizar a realização dos testes, priorizando quem mais precisa.
"A alta transmissibilidade da ômicron causou um aumento exponencial de casos, o que vem demandando significativo aumento da capacidade produtiva global de testes, tanto de PCR como de antígeno", afirmou em comunicado recente a Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed).
"E se os estoques não forem recompostos, rapidamente poderá ocorrer a falta de oferta de exames."
O presidente do conselho de administração da Abramed, Wilson Shcolnik, afirmou na nota que o ideal seria seguir testando qualquer pessoa que de alguma forma se expôs ao vírus, mas, "com o cenário que vislumbramos a curto prazo, recomendamos fortemente que sejam submetidos a testes apenas os pacientes que tenham maior gravidade de sintomas, pacientes hospitalizados e cirúrgicos, pessoas no grupo de risco, trabalhadores assistenciais da área da saúde, e colaboradores de serviços essenciais (...) até que o cenário seja normalizado".
Quanto aos testes de farmácia, a Abrafarma recomenda que, por enquanto, as pessoas procurem-no somente se estiverem sintomáticas, e o façam com agendamento online.
Sem testar o suficiente, e ainda no rescaldo de um apagão de dados do Ministério da Saúde, o Brasil fica ainda mais no escuro no enfrentamento à pandemia - tanto no âmbito individual quanto no coletivo.

Deixe seu comentário